Clientes residenciais e comerciais vão perceber aumento nas contas de energia, que pode impactar a inflação de julho e o orçamento das famílias.
A partir desta sexta-feira, dia 4, entra em vigor o reajuste anual da tarifa de energia da concessionária Enel no estado de São Paulo. Quem tem residência ligada em baixa tensão verá um aumento de 13,26% na tarifa, enquanto consumidores em alta tensão terão um reajuste de 15,77%.
Esse reajuste foi aprovado na última terça-feira, dia 1°, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Atualmente, a Enel atende 24 municípios na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital.
Esse aumento deve influenciar a inflação de julho, já que a Enel representa cerca de 80% da amostra de energia pesquisada pelo IBGE no estado e é responsável por quase um terço do peso do índice de preços ao consumidor (IPCA). Segundo a corretora Warren Rena, o impacto estimado no IPCA de julho é de aproximadamente 4 pontos-base, elevando a previsão de inflação mensal de 0,25% para 0,30%. Para o acumulado do ano, a estimativa passou de 4,91% para 4,95%.
A Enel São Paulo é uma das maiores distribuidoras de energia do país, atendendo cerca de 8 milhões de unidades consumidoras na capital e região metropolitana, com um faturamento anual de aproximadamente R$ 22 bilhões.
De acordo com a Aneel, um dos principais fatores que contribuíram para esse reajuste foi o aumento nos encargos setoriais, que tiveram efeito de 6,44% na tarifa. Houve também um aumento de 30% no encargo da CDE USO, que financia políticas públicas como a tarifa social de energia, cujo benefício foi ampliado pelo governo neste ano.
Além disso, a retirada de componentes financeiros que haviam sido considerados no reajuste anterior impactou o valor final, contribuindo com 7,97%. Por fim, a chamada “parcela B”, que cobre custos gerenciáveis pelas distribuidoras, respondeu por 1% do reajuste.





