Data internacional destaca a importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sintomas gastrointestinais
Maio é marcado pela campanha Maio roxo, voltada à conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). Neste contexto, o dia 19 de maio celebra o Dia Internacional das DIIs, data dedicada a ampliar o conhecimento sobre essas condições e estimular o diagnóstico precoce.
A iniciativa busca alertar a população para a importância de observar sinais e sintomas, especialmente os relacionados ao sistema gastrointestinal, que muitas vezes são ignorados ou subestimados. Identificar alterações precocemente pode fazer a diferença no tratamento e na qualidade de vida dos pacientes.
As doenças intestinais são condições que comprometem o funcionamento de partes do intestino — seja o delgado ou o grosso — podendo, em alguns casos, afetar outras áreas do corpo. O intestino delgado é responsável pela absorção da maior parte dos nutrientes, enquanto o intestino grosso atua na retenção de água e na formação das fezes.
Além dessas funções essenciais, o intestino também tem um papel importante na produção de neurotransmissores, o que mostra sua influência direta não apenas na digestão, mas também na saúde mental e no bem-estar geral.
Por isso, cuidar da saúde intestinal é fundamental. Alimentação balanceada, acompanhamento médico e atenção a qualquer sinal anormal são atitudes que contribuem para prevenir ou tratar adequadamente essas doenças, promovendo mais qualidade de vida. A campanha Maio Cinza reforça esse compromisso coletivo com a saude digestiva.
Principais DIIs ( Doenças Inflamatórias Intestinais):
1. Doença de Crohn
O que é: Inflamação crônica que pode afetar qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus.
Características: Atinge todas as camadas da parede intestinal, podendo causar lesões profundas, fístulas e estreitamentos (estenoses).
Sintomas comuns: Dor abdominal, diarreia (às vezes com sangue), perda de peso, febre, cansaço, anemia.
2. Retocolite Ulcerativa (ou Colite Ulcerativa)
O que é: Inflamação crônica que atinge exclusivamente o intestino grosso (cólon e reto).
Características: Afeta apenas a camada mais superficial da mucosa intestinal, e a inflamação é contínua, ao contrário da Doença de Crohn, que pode ter áreas saudáveis entre as inflamadas.
Sintomas comuns: Diarreia com sangue e muco, dor abdominal, urgência para evacuar, perda de peso.
3. Colite Indeterminada
O que é: Quando os médicos não conseguem diferenciar claramente entre a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.
Características: Apresenta características mistas das duas doenças, sendo necessário acompanhamento contínuo para definir o diagnóstico com mais precisão.
Sintomas comuns: Semelhantes aos das outras DIIs — dor abdominal, diarreia, sangue nas fezes, perda de apetite.
4. Doença Celíaca
A doença celíaca é uma condição autoimune em que o sistema imunológico reage de forma anormal ao glúten — uma proteína presente no trigo, cevada e centeio.
O que acontece no corpo?
Quando pessoas com a condição consomem glúten, ocorre uma inflamação no intestino delgado, danificando as vilosidades intestinais (pequenas estruturas que absorvem nutrientes). Isso compromete a absorção de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais.
Principais sintomas:
Diarreia ou constipação, Inchaço e dor abdominal, Perda de peso, Anemia, Fadiga, Irritabilidade (especialmente em crianças), Problemas de crescimento (em casos pediátricos).
Algumas pessoas são assintomáticas (não apresentam sintomas evidentes), mas ainda assim sofrem os danos internos.
Tratamento:
O único tratamento eficaz é uma dieta totalmente isenta de glúten, seguida por toda a vida. Mesmo pequenas quantidades podem causar danos.
Importância do diagnóstico:
O diagnóstico precoce, feito por exames de sangue e biópsia intestinal, é essencial para evitar complicações como desnutrição, osteoporose e maior risco de outras doenças autoimunes.
Importante lembrar:
As DIIs são doenças autoimunes, ou seja, o sistema imunológico ataca por engano o próprio trato intestinal. Elas não têm cura, mas com o tratamento adequado (medicação, alimentação equilibrada e acompanhamento médico), é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.





