Viver com Doença Celíaca exige cuidado, respeito e, acima de tudo, compreensão.
A Doença Celíaca não é uma simples alergia alimentar, mas sim uma condição autoimune — ou seja, sem cura. Quando pessoas celíacas consomem glúten, o sistema imunológico reage de forma equivocada, atacando não só o que deveria ser uma “ameaça”, mas também tecidos saudáveis do próprio organismo. Esse processo causa inflamações e prejuízos à absorção de nutrientes essenciais, o que pode desencadear uma série de sintomas muitas vezes confundidos com outras doenças, tornando o diagnóstico ainda mais desafiador.
UM CASO ABSURDO: FALTA DE EMPATIA E DESRESPEITO À LEI
No estado do Paraná, uma mãe passou por uma situação de extremo constrangimento na escola municipal onde sua filha, diagnosticada com Doença Celíaca, estuda. Como a instituição não oferece uma alimentação adaptada — o que, vale lembrar, é garantido por lei —, ela precisou começar a enviar as refeições da filha de casa.
Contudo, após um colega ver o bolo sem glúten da menina e comentar em casa, a mãe do colega, ao invés de buscar entender a situação, fez uma queixa à escola. Resultado: em vez de acolher e apoiar a família celíaca, a escola chamou a mãe para uma “reunião de solução” e envolveu até a Secretaria de Educação, que quase a processou. Falta de empatia, desconhecimento e descaso com uma condição séria de saúde.
A Lei Federal nº 12.982, de 28 de maio de 2014, determina que a merenda escolar deve ser adequada às condições de saúde dos alunos, garantindo inclusão e bem-estar.





