Comunidade da EMEB Arlindo Ferreira, no Bairro Pauliceia, relata furtos, falta de laudo dos bombeiros e árvore oca prestes a cair

Pais e mães de alunos da EMEB Arlindo Ferreira, no Bairro Pauliceia, em São Bernardo do Campo, manifestam profunda preocupação com as condições da escola. O local, segundo relatos, enfrenta problemas estruturais e de segurança, que incluem furtos, ausência de laudo do Corpo de Bombeiros e até uma árvore oca com risco de queda dentro do terreno da unidade.

O temor das famílias aumentou após o trágico caso ocorrido na EMEB Lauro Gomes, no bairro Rudge Ramos, onde uma criança morreu ao ser atingida pela queda de um tronco.

Há meses convivendo com essas situações sem solução, a representante da Associação de Pais e Mestres (APM), Patrícia Monegato, levou o caso à última reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) SBC II, pedindo ações urgentes.

De acordo com ela, os próprios responsáveis pelos alunos chegaram a cogitar uma vaquinha para realizar reparos básicos na estrutura, mas o custo inviabilizou a iniciativa.

“A escola está num estado de socorro. Eu participo do conselho e a gente não tem mais para onde correr. A árvore está oca, vai cair. Já acionei a Defesa Civil, que repassou o caso à Secretaria de Educação, mas nada foi feito”, relatou Patrícia.

Além do risco da árvore, a representante destacou outras falhas graves: a ausência do laudo dos bombeiros, causada pela falta de fios elétricos que acionam a bomba da caixa d’água, e repetidos furtos dentro da unidade.
“Já levaram até as torneiras. Estamos sem estrutura nenhuma. Fizemos um Boletim de Ocorrência, porque, se a escola pegar fogo, será uma tragédia anunciada”, completou.

Diante do silêncio do poder público e da demora em solucionar as demandas, pais e responsáveis estudam organizar uma força-tarefa comunitária para tentar amenizar os riscos e garantir um mínimo de segurança aos alunos e funcionários.

“A gente tentou com os pais fazer uma vaquinha para tentar colocar refletores de presença para acender quando alguém entrar. Mas não conseguimos, porque o valor é alto. Foi cotado na reunião para colocar tela na escola inteira, mas não conseguimos porque a gente não tem mais verba de emergência para fazer isso aí. A escola está assim e a gente não sabe mais o que fazer”, completou Patrícia.