Após abandono e maus-tratos, animal sobreviveu ao abuso e agora precisa de ajuda para recomeçar

No início de janeiro de 2025, uma moradora de Diadema (SP), Maria Fernanda, viveu uma cena que mudaria sua rotina. Ao passar pela Rua Barão de Guape, encontrou um cão de grande porte abandonado, magro, ferido e assustado. Assim começava a história de Pit, um animal que, mesmo após tanto sofrimento, ainda confiou no afeto humano.

“Ele estava muito debilitado, com as patas machucadas, os dentes quebrados e até secreção nas partes íntimas. Mesmo assim, confiou em mim. Sou grata por ele ter me escolhido”, contou Maria Fernanda.

Nos dias seguintes, ela tentou proporcionar algum conforto ao animal, oferecendo sombra, água e liberdade para se mover. Com apoio de vizinhos, surgiu uma proposta de lar temporário — mas a adaptação foi difícil. Pit demonstrava comportamento defensivo e territorial, resultado das experiências traumáticas que havia enfrentado.

Diante da situação, Maria Fernanda acionou a Guarda Civil Municipal (GCM) de Diadema, que realizou o resgate. No canil da corporação, Pit recebeu atendimento veterinário e alimentação adequada. Exames indicaram que ele estava desnutrido e apresentava sinais de abuso sexual, um retrato da violência que sofreu antes do resgate.

Com cuidados e espaço, o cão começou a se acalmar. No entanto, sem aviso à tutora provisória, Pit foi transferido para o Centro de Zoonoses de Diadema, onde as condições eram bem mais restritivas.
“O espaço era pequeno e sem estímulos. Ele não tinha contato com pessoas, apenas recebia comida e água. Como um animal traumatizado poderia se recuperar assim?”, questiona Maria Fernanda.

Na semana passada, ela recebeu uma ligação informando que o cão seria eutanasiado por apresentar comportamento agressivo. A notícia motivou uma mobilização nas redes sociais para tentar impedir a medida.

Foi então que Maria Fernanda conheceu o grupo SOS Pet Pauliceia, que atua há mais de um ano no resgate e reabilitação de cães em situação de risco. Com o apoio da equipe, surgiu uma nova esperança: um adotante foi encontrado, desde que Pit passe antes por um processo de adestramento intensivo em um centro especializado.
O tratamento tem como objetivo ajudá-lo a recuperar a confiança, o equilíbrio emocional e o carinho que demonstrou no primeiro contato com sua protetora. Contudo, os custos são elevados — e, por isso, foi criada uma campanha de arrecadação para custear o internato, transporte e cuidados veterinários do animal.

“Só queremos dar a ele a oportunidade que nunca teve: a de ser amado e compreendido”, afirma Maria Fernanda.

💔 Pit sobreviveu ao abandono, ao abuso e ao medo. Agora, precisa vencer a indiferença.

 

Se você se compadeceu com a história do Pit, e quer ajudar ele a ter esse final feliz, pode entrar em contato com a Maria Fernanda ou a SOS Pet Pauliceia pelos numeros abaixo. 

Maria Fernanda 11 94763-0624
SoS Pets Paulicea 11 96277-4101